A pétala que esfriei
Quem não sabe lidar com a vida
não sabe lidar com a morte.
Quem não sabe lidar com a morte
não sabe lidar com a vida.
É assim simples. Persistente.
Absurdo.
Guardo na minha boca um segredo.
Minha boca é nada, uma sombra.
Guardo o segredo da vida.
Guardo o segredo da morte,
tão frágil. É assim mesmo.
Um dia um raio vem
e mostra a careta no espelho.
Um dia, uma noite em silêncio.
Silêncio para que não percebam
o sangue em minhas mãos.
No escuro a culpa se esvai,
uma flor imerecida nasce
para mim ou para alguém
no rastro de um furacão
que eu pedi ou não pedi
mas que veio.
A platéia está silenciosa,
muitos dormem, a dor
não se apaga.
Jamais saberão do botão
que recusou-se a morrer
para mostrar ao general
a imperfeição de sua lógica,
sua total decadência
e a necessidade de viver.
Viver como vida, força
sem rancor, vida que gera vida,
que mantém, um mínimo,
o absolutamente necessário. Tão simples.
Agora vou dormir.
Já não sou mais o mesmo.
A simplicidade avassalou meu quarto.
Fantasmas de bebês
assombrarão esse estreito cubículo
de minha mente?
Ou a mensagem era outra -
desperta, imbecil.
Abre tua mente cansada.
Revigora teus ossos
que só aprenderam a gargalhar e a sofrer.
Do grande pântano das horas
a flor de lótus faz seu lar.
Absurdo.
Necessário.
A morte segue nossos passos.
Em cada esquina uma vida nova.
Sangue em minhas mãos.
Não posso deitar-me em meu leito
e relembrar o passado.
Me dilacero.
Porém sinto o frio das horas que se vão.
E a questão permanece como um marco.
Nada de novo. Agora aprendo.
Poderia ter sido evitado.
Não o foi. Eu não fui.
E amanhã, amanhã
salvarei uma vida elementar.
O que não fiz ontem.
Assombroso,
assombroso.
Silêncio.
Seja fértil.
Não magoarei
não de novo.
Já magoei.
Uma esquina.
Muitas palavras.
Renascimento.
Tão complicado
o simples.
Silêncio.
Silêncio.
não sabe lidar com a morte.
Quem não sabe lidar com a morte
não sabe lidar com a vida.
É assim simples. Persistente.
Absurdo.
Guardo na minha boca um segredo.
Minha boca é nada, uma sombra.
Guardo o segredo da vida.
Guardo o segredo da morte,
tão frágil. É assim mesmo.
Um dia um raio vem
e mostra a careta no espelho.
Um dia, uma noite em silêncio.
Silêncio para que não percebam
o sangue em minhas mãos.
No escuro a culpa se esvai,
uma flor imerecida nasce
para mim ou para alguém
no rastro de um furacão
que eu pedi ou não pedi
mas que veio.
A platéia está silenciosa,
muitos dormem, a dor
não se apaga.
Jamais saberão do botão
que recusou-se a morrer
para mostrar ao general
a imperfeição de sua lógica,
sua total decadência
e a necessidade de viver.
Viver como vida, força
sem rancor, vida que gera vida,
que mantém, um mínimo,
o absolutamente necessário. Tão simples.
Agora vou dormir.
Já não sou mais o mesmo.
A simplicidade avassalou meu quarto.
Fantasmas de bebês
assombrarão esse estreito cubículo
de minha mente?
Ou a mensagem era outra -
desperta, imbecil.
Abre tua mente cansada.
Revigora teus ossos
que só aprenderam a gargalhar e a sofrer.
Do grande pântano das horas
a flor de lótus faz seu lar.
Absurdo.
Necessário.
A morte segue nossos passos.
Em cada esquina uma vida nova.
Sangue em minhas mãos.
Não posso deitar-me em meu leito
e relembrar o passado.
Me dilacero.
Porém sinto o frio das horas que se vão.
E a questão permanece como um marco.
Nada de novo. Agora aprendo.
Poderia ter sido evitado.
Não o foi. Eu não fui.
E amanhã, amanhã
salvarei uma vida elementar.
O que não fiz ontem.
Assombroso,
assombroso.
Silêncio.
Seja fértil.
Não magoarei
não de novo.
Já magoei.
Uma esquina.
Muitas palavras.
Renascimento.
Tão complicado
o simples.
Silêncio.
Silêncio.

1 Comments:
sonsoniche...
:)
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