Não devia ter permitido que me levassem até a casa. Foi por demais chocante a visão do quarto agonizante. Uma cama outrora branca, coberta por imensa ferida, e o sangue purulento a espalhar-se pelas altas paredes - talvez as paredes fossem o próprio sangue. Entrevi na parede mais alta (o quarto dispunha tão somente da luz que entrava pela porta) manchas caóticas que lembravam um retrato deformado da virgem. Que inocência! Não, não devia. Mas onde andava o anjo, que não me empurrou para dentro do negro trem-bala japonês e me levou para longe dali de uma vez?
Um dia aprenderei a sobreviver aos bruxos do sonhar.
Um dia aprenderei a sobreviver aos bruxos do sonhar.
