Sunday, June 11, 2006

Explícito

Toco com minhas mãos a face úmida de minha solidão. Não é assim tão feia. É sempre sincera. Não vacila: simplesmente é. Portas sempre abertas para o inverno, seu lúcido amante de vestes chuvosas.
Minha solidão não permite que eu beije seus lábios com os meus. É a mais casta de todas as putas.
Retiro suas vestes lentamente e contemplo seu corpo, enquanto minha solidão, entre lágrimas, acaricia o sexo de seu sino e sussurra que tudo está bem, trocando meu nome por outro que o vento já carregou - estou acostumado. E como a amo.

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